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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

A EUCARISTIA É O NOSSO MISTÉRIO DE FÉ


A comunidade do Parque São Miguel encerrou o ano litúrgico com a primeira Eucaristia dos seus catequizados.
A Solenidade de Cristo Rei aconteceu às 8:00 da manhã na capela São Miguel Arcanjo.
A liturgia foi toda celebrada participativa mente pelas crianças desde sua animação, quanto a parte litúrgica, com a ajuda de suas catequistas.
O celebrante deste momento especial na vida de cada criança que recebeu Jesus pela 1ª vez foi o nosso pároco: Padre Carlos Daniel.
Em sua homilia nos disse: "Ou nós deixamos que Jesus reine, ou nós deixamos que o pecado reine. Comece fazendo com que Jesus reine em você. Para que a paz possa reinar na sua casa. Não queira mudar o outro, quando é você que precisa mudar. Não cobre dos seus pais amor, pois se eles não dão é porque não receberam. Portanto, ame - os, eles estão precisando ser amados".
O padre Carlos Daniel encerra sua homilia ensinando seu rebanho a estender a mão e clamar a Jesus, e agradecer a Deus, com uma belíssima oração do preciosíssimo sangue de jesus.

domingo, 9 de agosto de 2015

SACRIFÍCIO, AMOR DO PAI

A liturgia deste 19º domingo comum, ano B, mostra-nos um Deus amoroso e misericordioso que nos acolhe e nos alimenta. Enquanto peregrinamos neste mundo, estamos sedentos e famintos não só de pão material, mas do pão da justiça, da alegria, da fraternidade, enfim, do pão espiritual, do pão de Deus.  O catecismo da Igreja católica diz que dentro do homem existe um vazio do tamanho de Deus. É exatamente dessa fome que mais padecemos. O profeta Elias na primeira leitura é uma testemunha deste amor de Deus para conosco. “Elias levantou-se, comeu e bebeu, e com a força desse alimento andou quarenta dias e quarenta noites...”. No Evangelho, Jesus nos diz: “Eu sou o pão que desceu do céu. Eu sou o pão da vida. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”. Ora, Jesus é o alimento com que o Pai nos alimenta a cada dia, por isso rezamos na oração do Pai-nosso: “Panem nostrum cotidianum da nobis hodie”. O pão nosso de cada dia: Jesus é o alimento que nos fortalece na caminhada. Aquele pão com que Elias se alimentou, e dizia-nos a leitura: “com a força deste alimento chegou até o monte Horeb”. Esse alimento prefigurava a Eucaristia, Jesus é o nosso pão cotidiano, o pão dos anjos, o pão do céu, “banquete pascal em que Cristo é recebido como alimento, o espírito é cumulado de graça e nos é dado o penhor da glória futura” (SC 47).

Alimentados pelo corpo do Senhor, vivamos como verdadeiros irmãos, nos diz o Apóstolo na segunda leitura, evitando irritação, amargura, cólera, injurias, toda espécie de maldade. Sejamos bons, compassivos. Imitemos o amor de Cristo, que por nós entregou sua vida em sacrifício puríssimo.

Padre Carlos Daniel

sábado, 18 de julho de 2015

16º domingo do tempo comum

Com alegria meus irmãos e irmãs, celebramos o 16º domingo do tempo comum. Nesse domingo, vemos Jesus que se fez servo de todos, assim seus pastores, colocados à frente do rebanho, devem imitá-lo como servos e não senhores do rebanho.
Há sempre a tentação do abuso de poder, pois o homem quer aparecer para o mundo com suas qualidades. Quando aquilo que ele tem de bom se torna conhecido, ele fica feliz. E pergunta a alguém: “o que disseram de mim?”. E A pessoa reponde: “disseram que você se sobressaiu, se destacou, foi uma estrela a brilhar...”. Assim a pessoa se enche de orgulho, se enche de si mesma, mas ao contrário se esvazia de Deus.
É o que aconteceu com os pastores de Israel, não buscaram a Deus, mas apascentaram a si mesmos (Cf. Jr 2,8; 10,21; Ez 34,3), e assim as ovelhas se dispersaram. No evangelho, Jesus se compadece das ovelhas “pois eram como ovelhas sem pastor. E Pedro nos diz, na sua primeira carta: “éreis errantes como ovelhas, mas agora voltastes ao pastor e guarda de vossas almas”(1 Pd 2,25).
O evangelho de hoje pode ser dividido em dois momentos. Num primeiro momento, após uma missão, Jesus se retira com os discípulos para um lugar deserto para rezar e descansar. Assim Jesus nos chama atenção para levarmos a sério nossa vida espiritual, não existe missionário que não se dedica a oração. A pessoa que quer se consagrar a Jesus, mas não reza, fica vazia e perde o sentido de sua vocação. Toda vocação deve se renovar a cada dia através do contato pessoal com Jesus, em especial, na Eucaristia. Não existe missionário que não é discípulo.

Num segundo momento vemos o grande coração de Nosso Senhor que se comove diante da multidão como ovelhas sem pastor. Essas ovelhas precisam de cuidados, e mesmo cansado, Jesus não diz não. Quantas vezes, mesmo cansado você procura não dizer um não a uma pessoa, você não se nega a uma caridade. Isso agrada a Deus. Que Jesus no seu grande exemplo de amor toque o nosso coração, para que se abra a cada dia a pastorear os que ele põe nos nossos caminhos. Jesus nos mostrou na cruz e na ressurreição que Ele é o Bom Pastor que deu a vida e ressuscitou para comunicar a vida ao seu rebanho.
Padre Carlos Daniel

sábado, 4 de julho de 2015

14º domingo do tempo comum- 05/07/15


Caríssimos irmãos e irmãs, com alegria estamos celebrando o 14º domingo do tempo comum. Nesta ocasião, celebramos a “Missão de Férias”, realizada em nossa paróquia nos dias 03, 04 e 05 de julho de 2015. A liturgia de hoje nos diz que o Senhor continua a nos chamar para que sejamos as suas testemunhas no mundo. Deus esconde a sua onipotência sob os véus da humildade, manifesta a sua grandeza por meio da fraqueza e da pequenez, mostra que é o Deus do impossível, que pode tudo através da simplicidade e humildade de Jesus de Nazaré.
Na primeira leitura, escutamos o relato da vocação de Ezequiel, profeta da esperança que conduziu o povo no período do exílio. “Ouvi então Alguém que me dizia: Filho do homem, Eu te envio aos filhos de Israel”. Essa expressão em hebraico significa homem fraco, mortal. O Apóstolo, na segunda leitura, nos mostra grande autoconhecimento e humildade: “Para que a grandeza das revelações não me ensoberbeça, foi-me deixado um espinho na carne, - um anjo de Satanás que me esbofeteia-para que não me orgulhe”. Ele, na sua humildade reconhece a sua fraqueza, mas mesmo diante dela, foi ele a quem Deus chamou e enviou para dar testemunho de Cristo. O Senhor Jesus, na sua humildade nasce na pobreza de um estábulo em Belém, convive com Maria e José na maior simplicidade em Nazaré, território agrícola que nunca teve importância para o judaísmo, e quase nunca é citado no Antigo Testamento, nem pelos escritores da época. Jesus escolhe nascer e viver nesta humildade, contudo não é reconhecido como Deus nem pelos seus familiares. Eles o chamam carpinteiro, filho de Maria... Ao longo da história Deus tem se manifestado aos fracos, aos simples. Ao chamar discípulos para os seguirem, chamou pescadores. Em Lourdes, Nossa Senhora escolhe aparecer a uma pobre menina iletrada, Bernadete Soubirous, na gruta de Massabielle, uma gruta cheia de lixo e fezes de porcos. Em Fátima, aparece a três pastorinhos, crianças pobres; em Aparecida, a pescadores...
O que é interessante no Evangelho de hoje é a atitude de fechamento a Deus e a não correspondência a este amor. Tenta-se calar uma voz profética. “O profeta é aquele que provoca um desconforto. Ele é um desafio que Deus lança ao povo. O profeta é Deus quem impõe seu estilo e seu ‘passo’ ao homem, obrigando-o a quebrar o ritmo do próprio passo; o profeta por isso é a novidade de Deus, é o imprevisto, é a mudança. Mas as pessoas não gostam da novidade, ou melhor, gostam de novidade, não nelas, mas ao redor delas. As pessoas se protegem de todo jeito para não mudar. Apelam para o passado, para a segurança, para a tranquilidade e a segurança que dão as coisas que sempre foram feitas; Quem é este que quer revolucionar as coisas? Que necessidade de mudar? Sempre se fez assim!” Cf. CANTALAMESSA, Frei Raniero. Pregador da Casa Pontifícia. O Verbo se fez carne. Ave-Maria, São Paulo, 2013.
É assim que acontece muitas vezes em nossas comunidades. Não se quer acolher o novo, o profético. As pessoas estão na zona de conforto. Apegadas aos seus cargos, a sua maneira de pensar e agir. Se alguém diz: “neste ano, vamos fazer determinada coisa na festa do padroeiro.” Quem está apegado ao cargo diz: Quem é esse que já quer ditar o que deve ser feito por aqui? Que ideias são essas? Nós temos aqui uma tradição de 20 anos. Quem é esse para querer quebrar essa tradição? Esse aí, não sabe nem como é que funciona a pastoral. Não é nem da comunidade, só frequenta a missa. “Nós não estamos precisando de ajuda, já está tudo acertado.”

Paulo nos mostrou que a força de Deus se manifesta na fraqueza. Na eucaristia, que iremos daqui a pouco comungar, vemos que Jesus não quis permanecer numa rica iguaria, mas no Pão, alimento humilde presente em todas as mesas.
Padre Carlo Daniel 

sábado, 27 de junho de 2015

Solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo.


Celebrar os apóstolos Pedro e Paulo, significa dizer que a nossa Igreja foi fundada pelo Senhor Jesus, sobre o alicerce dos apóstolos(Mt 16,18). Portanto, a igreja é santa porque seu Fundador é santo, é divina porque está ligada ao seu Divino Fundador. A Igreja é uma continuidade do corpo de Cristo na história. Pedro e Paulo são duas colunas fortes nesta Igreja.

Pedro, homem de fé, no evangelho de hoje é convicto em declarar: Tu é o messias, o Filho do Deus vivo. Quem lhe revelou isso? O Pai (Mt 11,27). Como Pedro chega ao conhecimento da identidade íntima de Jesus? Muitos ficaram à margem diante da pergunta sobre a identidade de Jesus, “uns dizem que é João Batista, outros que é Elias...”. Pedro,porém, chega ao essencial, ao clímax desse conhecimento de Cristo. Pedro conviveu com Jesus, viu seus milagres, sinais, aprendeu muito com Jesus. É assim que nós podemos conhecer alguém: convivendo com ele. Algumas pessoas dizem: quer saber quem é determinada pessoa? “Coma com ele um quilo de sal.” Quer dizer, conviva com ela. Na verdade, numa convivência se compreende as virtudes e os defeitos de alguém. Pedro conviveu com Jesus e, por obra da Graça, não pela simples convivência, chegou a esse grande mistério de nossa fé. Assim também nós devemos aprender a conviver mais com Jesus através da escuta da Palavra, da recepção dos sacramentos, da vida de oração. Se não for assim, ainda hoje nós estaremos respondendo: ele é um simples homem que fez muito o bem, mas não é Deus, como diz o espiritismo: ele é um espírito iluminado, etc. mas sem chegar a verdade. A profissão de fé em sua filiação divina é fundamental para que o Senhor anuncie a Simão: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. Peçamos nesta Eucaristia a graça de assim como Pedro nós aprendamos a conviver mais com Jesus, apesar de vivermos num mundo barulhento,  através de uma vida de oração, pela intimidade com ele na Eucaristia, sentindo que Ele esta conosco todos os dias de nossas vidas. Na carta aos coríntios, Paulo afirma : eu vos transmiti o que recebi do Senhor (1 cor 15,3). Que nós possamos como Paulo, receber todos os dias as graças que Deus nos tem reservado e assim sejamos fieis a sua vontade.
Padre Carlos Daniel Pereira 

sexta-feira, 19 de junho de 2015

12º Domingo Comum


Caros irmãos, nós estamos celebrando o 12º domingo comum. Na primeira leitura nós escutamos a história de Jó, um homem justo e temente a Deus, que passa por uma série de sofrimentos que lhe roubam riquezas, família e saúde. Assim Jó vai questionar o sentido do sofrimento, já que ele não pode ser simplesmente uma consequência do pecado, já que o mesmo era obediente a Deus. O Livro de Jó convida-nos a não exigirmos de Deus que Ele aja segundo as nossas lógicas humanas, sendo marionete em nossas mãos. Só Deus tem todas as respostas para as nossas mazelas. Aquele que tem fé deve colocar-se com confiança nos braços de Deus na certeza de que de que Ele é o Pai providente que não nos abandona à própria sorte, mas que apesar de muitas vezes não parecer, às vezes nos sentimos abandonados, Deus está sempre conosco, indicando-nos o caminho. 
Na segunda leitura, Paulo vem nos recordar que um só morreu por nós, Jesus, esse infinito amor demonstrado em morte de cruz nos impele: um olhar de esperança, nos ajuda a compreender que o sofrimento presente não tem a palavra final em nossas vidas. O bem sempre vence o mal, embora que o mal aparentemente seja vitorioso por algum tempo. O amor de Deus nos impele, nos ajuda a acreditarmos nisso e não desanimarmos.
 No Evangelho, Jesus dorme enquanto a tempestade açoita os discípulos. É assim que nos sentimos muitas vezes:  "Deus se esqueceu de mim, como vai ser agora? Estou me sentindo sozinho". Na verdade, Deus esteve sempre ali, embora não sintamos. Isso mostra que o "sentir" muitas vezes nos engana. O que devemos fazer? Rezar como os discípulos: Senhor, salva-me, estamos a afundar e Tu não te importas? Rezar com o salmo 69,2: "Salvai-me, ó Deus, porque as águas vão me submergir". A barca da Igreja é guiada por Jesus, por isso nunca afundará.
Padre Carlos Daniel Pereira

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